Tuesday, March 20, 2007

Amazónia

Tens esse lado ingénuo,
como quem não quer a coisa,
como se não entendesses,
como se não quisesses.
Na realidade não sabes,
não percebes,
não realisas.
Estás perdida,
na selva da vida.
Na dúvida,
tendes a armadilha,
lanças a rede,
armas o arco.
Inocente,
como se de nada fosse,
atiras a flecha,
não falhas,
feres, matas, esfolas.
Quando é que te darás conta
da força do teu olhar,
dos laços do teu cabelo,
da atração da tua pele,
do fogo do teu beijo?

Diz-me !
Quero saber !
Quero ser víctima!

Thursday, November 09, 2006

Bruxelas em Novembro...

...é deixá-la sonhar nem que seja uma tarde,
...é mostrar-lhe o encanto de velhas ruelas,
...é ler nos seus olhos em que restaurante deseja entrar,
...é pegar-lhe na mão e sentir a sua pele suave,
...é descobrir os seus lábios quando menos se espera,
...é ver os seus olhinhos brilhar pela magia do Natal,
...é querer parar o tempo, o instante de um abraço,
...é vê-la verter uma lágrima inexplicada,
...é embriagar-se com as suas carícias tímidas,
...é deleitar-se com a sua meiga presença,
.. é saborear o seu maravilhoso sorriso,
...é uma vez a noite caída, deixá-la nos braços de outro...

Tuesday, July 25, 2006

Imagem

Imagem

é aquele olhar que nunca te viu
é aquela caricia que nunca te tocou
é aquele beijo que nunca te acordou
é aquele abraço que nunca te apertou

É imagem porque para outro olha,
outro acaricia,
outro beija,
outro abraça...

As vezes escapa-se um timido "olá",
esboças um sorriso,
esperas un retorno,
anseias um sinal e ...

...nada

Porque, para ela, a imagem és tu!

Saturday, November 05, 2005

Digo ou não digo ?

Não te o disse
e até talvez nunca te o diga.
Não quer dizer que não saiba ou que não sinta,
mas não te o digo.
Porque abrir a boca para dizer, é revelar,
e revelar, é perder…
E não quero perder.
Perder a esperança
de algum dia ouvir-te dizer
o que não me disseste
e até talvez nunca me digas.
Não quer dizer que não saibas ou que não sintas,
mas não me o dizes…

Friday, October 28, 2005

Silêncios

há silêncios muito eloqüentes
há silêncios algo enganosos
há silêncios um tanto pertinentes
há silêncios tão gostosos

há silêncios que não se querem ouvir
há silêncios que se devem calar
há silêncios que fazem partir
há silêncios que obrigam a voltar

há silêncios que matam
há silêncios que enlouquecem
há silêncios que libertam
há silêncios que permanecem...


E tu, quando é que falas comigo?

Wednesday, October 26, 2005

I'm born

I'm born. I breath. I live!
(Nasci. Respiro. Vivo!)